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Não-Melanoma

Fonte: arquivo Dr. Ademilson T. Caldas / Seção de Dermatologia HC1 / INCA
Fig.1 - Carcinoma basocelular: forma nódulo-ulcerativa
O carcinoma basocelular (fig.1, fig.2, fig.3, fig.4, e fig.5) e o carcinoma epidermóide, também chamados de câncer de pele não melanoma, são os tipos de câncer de pele mais freqüentes (70% e 25%, respectivamente). Porém, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura, principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.
Fonte: arquivo Dr. Ademilson T. Caldas / Seção de Dermatologia HC1 / INCA
Fig.2 - Carcinoma basocelular: forma nódulo-ulcerativa em detalhe
Os carcinomas basocelular são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pêlos, por exemplo. Já os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas.

Indivíduos que trabalham com exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma. Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.
Fonte: Seção de Dermatologia do HC1 / INCA
Fig.4 - Carcinoma basocelular: forma plano-superficial em detalhe
Fonte: Seção de Dermatologia HC1 / INCA
Fig.3 - Carcinoma basocelular: forma plano-superficial
Pessoas de pele clara, que ficam vermelhas com a exposição ao sol, estão mais sujeitas às neoplasias. A maior incidência deste tipo de câncer de pele se dá na região da cabeça e do pescoço, que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares. Fonte: Seção de Dermatologia do HC1 / INCA
Fig. 5 - Carcinoma basocelular: forma pigmentada (importante diferenciar do melanoma)

Epidemiologia
O número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados para o Brasil em 2006 é de 55.480 casos em homens e de 61.160 em mulheres, de acordo com as Estimativas de Incidência de Câncer publicadas pelo INCA. Estes valores correspondem a um risco estimado de 62 casos novos a cada 100 mil homens e 60 para cada 100 mil mulheres.

O câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens em todas as regiões do Brasil, com um risco estimado de 87/100.000 na região Sul, 73/100.000 na região Sudeste, 56/100.000 na região Centro-Oeste, 43/100.000 na região Nordeste e 30/100.000) na região Norte. Nas mulheres é o mais freqüente nas regiões Sul (85/100.000), Centro-Oeste (72/100.000), Nordeste (45/100.000) e Norte (30/100.000); enquanto que, na região Sudeste (66/100.000) o mesmo é o segundo mais freqüente.

Fatores de Risco
A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer de pele. Pessoas que vivem em países tropicais como Brasil e Austrália, país com o maior registro de câncer de pele no mundo, estão mais expostos a esse tipo de doença.

Porém, doenças cutâneas prévias, fatores irritadiços crônicos (úlcera angiodérmica e cicatriz de queimadura) e exposição a fatores químicos como o arsênico, por exemplo, também podem levar ao diagnóstico de câncer de pele. Nestes casos, a doença costuma se manifestar muitos anos depois da exposição contínua aos fatores de risco.


Prevenção
Embora o câncer de pele apresente altos índices de cura, ele também é um dos tipos que mais cresceu em número de diagnósticos nos últimos anos. A melhor maneira de evitar sua manifestação é através da prevenção. A exposição ao sol deve ser evitada no período das 10h às 16h. Mesmo durante o horário adequado é necessário utilizar a proteção adequada como: chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.

O filtro solar ameniza alguns efeitos nocivos do sol, como as queimaduras, dando portanto uma falsa sensação de segurança. É importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto, eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar. Todos os filtros solares devem ser repassados a cada 30 minutos de exposição.


Sintomas
Pessoas que apresentam feridas na pele que demorem mais de quatro semanas para cicatrizar, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sagram, devem recorrer o mais rápido possível ao dermatologista.


Diagnóstico
O câncer de pele não melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma lesão (ferida ou nódulo) com uma evolução lenta.

O carcinoma epidermóide também surge por meio de uma ferida, porém, que evolui rapidamente e vem acompanhada de secreção e de coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermóide é devido à possibilidade que esse tipo de câncer tem de apresentar metástase.


Tratamento
Em ambos os casos, a cirurgia é o tratamento mais indicado. Porém, dependendo da extensão, o carcinoma basocelular pode também ser tratado através de medicamento tópico ou radioterapia.

No caso do carcinoma epidermóide, o tratamento usual é feito basicamente através de procedimento cirúrgico e radioterapia.

Leia: Como fazer o auto-exame de pele


Fonte: INCA

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